John Pritzker
Origem da fortuna: Hotéis, investimentos
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Biografia
John Pritzker aprendeu o negócio do hotel na rede Hyatt Hotel de sua família; vendeu suas ações em Hyatt para parentes em 2010.
Pritzker passou a construir a Comune Hotels and Resorts, uma empresa de gestão de hotéis boutique, que após uma fusão em 2016 tornou-se Two Roads Hospitality.
Em novembro de 2018, Hyatt Hotels comprou Two Roads Hospitality por 408 milhões de dólares.
O irmão de John Tom Pritzker é o presidente de Hyatt e sua irmã Gigi Pritzker é um produtor de cinema.
Um fã de fotografia, ele deu $25 milhões para criar o Pritzker Center for Photography no SFMOMA em São Francisco.
O pai de John Jay, tio Robert e avô A.N. Pritzker construiu uma fortuna diversificada que incluía manufatura e grupo de serviços Marmon Holdings.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de John Pritzker
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de John Pritzker, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Hotéis, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 23 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.