John Grayken
Origem da fortuna: Capital próprio
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Biografia
John Grayken é o fundador e proprietário da Lone Star Funds, uma empresa de private equity com sede em Dallas, Texas, que se concentra em ações corporativas, imóveis, crédito e outros ativos financeiros.
Desde 1995, Grayken arrecadou 25 fundos com aproximadamente US $ 95 bilhões em capital autorizado.
Os activos que a Lone Star compra são geridos pela Hudson Advisors, uma empresa com sede em Dallas que a Grayken possui com mais de 800 empregados e mais de 260 mil milhões de dólares em activos acumulados geridos.
Grayken é de um subúrbio ao sul de Boston, mas ele renunciou a sua cidadania americana para fins fiscais na década de 1990 e tomou cidadania irlandesa.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de John Grayken
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de John Grayken, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital próprio', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 53 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.