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Biografia
Joe Kiani fundou a empresa de tecnologia médica Masimo Corp., cujos dispositivos medem de forma não invasiva os níveis de oxigênio no sangue dos pacientes em 1989.
Kiani foi expulso do conselho de Masimo e demitiu-se como CEO em setembro de 2024 depois que acionistas ativistas ganharam uma luta proxy.
Um imigrante do Irã que estudou engenharia elétrica nos EUA, Kiani surgiu com uma maneira de melhorar amplamente o desempenho dos oxímetros de pulso no início de sua carreira.
Após anos de luta para invadir o mercado hospitalar americano, Masimo tornou-se o líder em oximetria de pulso para hospitais.
Kiani agora serve como presidente executivo da Willow Labs, que está lançando tecnologia para empurrar as pessoas para melhorar sua saúde metabólica, e como presidente da Like Minded Labs, que lançou uma plataforma de colaboração virtual.
Danaher concordou em comprar Masimo por quase US $ 10 bilhões em fevereiro de 2026.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Joe Kiani
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Joe Kiani, vinculada a Saúde e 'Dispositivos médicos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.