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Joao Roberto Marinho
#963

Joao Roberto Marinho

Origem da fortuna: Mídia

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Biografia

João Roberto Marinho e seus dois irmãos bilionários, José Roberto e Roberto Irineu, herdaram o controle da Globo, o maior grupo de mídia do Brasil.

Seu avô Irineu Marinho lançou o jornal O Globo em 1925; morreu 25 dias após a publicação do primeiro número e seu filho mais velho assumiu.

O Grupo Globo inclui a maior emissora do Brasil, a Rede Globo; a maior empresa de jornais do Brasil e a Globosat, maior fornecedora de TV por assinatura do Brasil.

João Roberto trabalhou no O Globo, um dos jornais mais influentes do Brasil. Ele ocupou vários cargos antes de se tornar vice-presidente em 1982.

João Roberto é agora o presidente executivo do Grupo Globo e o presidente do conselho de administração.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Joao Roberto Marinho

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Joao Roberto Marinho, vinculada a Mídia e Entretenimento e 'Mídia', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 31 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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