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Biografia
Jerry Jones, co-capitão da seleção nacional de campeonato da Universidade de Arkansas 1964, tem muito tempo de futebol em seu sangue.
A sua mais valiosa exploração é o Dallas Cowboys, que ele comprou por 150 milhões de dólares em 1989. Atualmente, a equipe é avaliada em cerca de 13 bilhões de dólares.
Jones fez um nome para si mesmo como um caçador de petróleo, fazendo seu primeiro milhão em investimentos de petróleo na década de 1970.
Ele ainda investe em oportunidades de perfuração, bem como projetos imobiliários de varejo e residenciais em Dallas.
Após um acordo de 2018, Jones tornou-se o acionista controlador da Comstock Resources, uma empresa de petróleo e gás do Texas.
Um ávido colecionador de arte, Jones possui o "Coin Toss" de Norman Rockwell, bem como pinturas de Picasso, Renoir e Matisse, entre outros.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Jerry Jones
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Jerry Jones, vinculada a Esportes e 'Dallas Cowboys', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 136 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 8.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.