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Biografia
Jeff Tangney cofundou Doximity, conhecido como "LinkedIn for Doctors", em 2010.
Tangney, que não é médico, possui mais de 28% dos US$ 475,4 milhões (2024 receitas) de mídia social e rede de telessaúde.
Mais de 80% dos médicos americanos são membros verificados da Doximity -- o nome é uma mistura de médicos e proximidade -- para redes profissionais.
Tangney tomou sua primeira empresa, aplicativo de referência médica móvel Epocrates, público em 2011 e mais tarde vendeu para Athenahealth por US$ 293 milhões.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Jeff Tangney
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Jeff Tangney, vinculada a Saúde e 'Cuidados de saúde IT', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 10 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.