James Packer
Origem da fortuna: Investimentos
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Biografia
James Packer foi o maior acionista da Crown Resorts, que possui casinos na Austrália e Londres. Ele assumiu o império do seu falecido pai, Kerry.
Packer saiu do conselho da Crown Resorts em março de 2018. Quatro meses depois, ele se demitiu do conselho de sua empresa familiar, Consolidated Press.
As saídas do tabuleiro de Packer foram devido a problemas de saúde mental, após um ano difícil quando a Crown saiu dos seus investimentos em Macau e nos EUA.
Packer se estabeleceu com sua irmã mais velha Gretel em 2015, concordando com uma divisão de ativos 10 anos após a morte de seu falecido pai.
Packer se juntou ao ator americano Robert De Niro para construir um resort de 500 milhões de dólares em Barbuda, com o objetivo de abrir no início de 2026.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de James Packer
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de James Packer, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 26 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.