He Zhenggang
Origem da fortuna: Produtos químicos
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Biografia
Ele é o segundo maior acionista da Leshan Giantstar Farming & Hustry, um fornecedor de produtos de couro.
Ele se demitiu como presidente da empresa em agosto de 2023.
Ele também é diretor e acionista majoritário do fornecedor de produtos químicos listados em Xangai Sichuan Hebang Biotechnology.
Trabalhou para uma agência comercial do governo municipal em Leshan, China de 1971 a 1993 e fundou a empresa antecessora de Hebang em 1993.
A empresa listada na Bolsa de Valores de Xangai em 18 de dezembro de 2017.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de He Zhenggang
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de He Zhenggang, vinculada a Manufatura e 'Produtos químicos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.