Guillaume Pousaz
Origem da fortuna: Fintech
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Biografia
Guillaume Pousaz fundou Checkout.com em 2012 para resolver o problema do processamento de pagamentos on-line para lojas e compradores em todo o mundo.
Em janeiro de 2022, a Checkout.com arrecadou US$ 1 bilhão de investidores privados, valorizando a empresa em US$ 40 bilhões.
Em dezembro de 2022, a Checkout.com marcou sua avaliação interna para 11 bilhões de dólares, conforme as avaliações da fintech caíram durante o ano; um ano depois foi reduzido para 9,35 bilhões de dólares. Em 2025, subiu para $12 bilhões, de acordo com a empresa.
Pousaz, que é CEO da Checkout.com, possui cerca de dois terços da empresa sedeada em Londres.
O cidadão suíço desistiu da faculdade para ir surfar na Califórnia antes de trabalhar em fintech e pagamentos.
Ele é conhecido por sua obsessão com resistência atlética e vive em Londres com sua família.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Guillaume Pousaz
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Guillaume Pousaz, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Fintech', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 56 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.