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Biografia
German Khan, um nativo da Ucrânia, co-fundado Alfa Group e LetterOne (Luxemburgo), com companheiros bilionários Mikhail Fridman e Alexei Kuzmichev.
Os colegas universitários são parceiros desde 1989, quando começaram a comercializar mercadorias Alfa-Eco.
Ele é um co-fundador do Alfa Bank, o maior banco não-estatal da Rússia, que foi atingido com sanções dos EUA em abril.
A empresa Tyumen Oil da Alfa Group fundiu-se com os ativos russos da BP em 2003 para formar a TNK-BP.
Após 10 anos, os parceiros venderam sua participação de 25% na TNK-BP por 14 bilhões de dólares.
Fridman, Aven, Khan e Kuzmichev foram todos sancionados pela UE e Reino Unido em fevereiro e março de 2022; Khan saiu do conselho do LetterOne em março.
Ele voltou para Moscou de Londres no verão de 2022.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de German Khan
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de German Khan, vinculada a Energia e 'Petróleo, banca, telecomunicações', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 75 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.