Gavril Yushvaev
Origem da fortuna: Metais preciosos, imóveis
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Biografia
Gavril Yushvaev ficou rico apostando em uma ampla variedade de negócios.
No início da década de 1990, Yushvaev co-fundou a Trinity, que possuía o clube de dança de Moscou Metelitsa, um dos primeiros cassinos da cidade, e concessionários de carros.
Mais tarde, ele investiu na empresa de laticínios e sucos Wimm-Bill-Dann, que foi pública em 2002.
Yushvaev vendeu sua participação de 19,6% em Wimm-Bill-Dann para Pepsico por $1,1 bilhões em 2010.
Ele supostamente investiu $500 milhões em startups tecnológicas europeias e americanas, incluindo o aplicativo de motorista Lyft e o serviço de entrega Delivery Hero.
Em 2022, o jornal Publico de Portugal informou que Yushvaev está à espera de um passaporte português. Foi certificado pela Comunidade israelense do Porto como descendente de judeus sefarditas.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Gavril Yushvaev
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Gavril Yushvaev, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Metais preciosos, imóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.