Evgeny (Eugene) Shvidler
Origem da fortuna: Metais, investimentos
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Biografia
Evgeny Shvidler, que se tornou cidadão americano em 1994, é o melhor amigo e parceiro do bilionário russo Roman Abramovich.
O seu activo principal é a participação na siderúrgica russa Evraz.
Ex-presidente executivo da Highland Gold Mining, Shvdler vendeu sua participação de 12% nesta empresa em 2020.
Shvider nasceu em Moscovo, Rússia. Obteve um MBA pela Fordham University em 1992 e trabalhou para Deloitte & Touche em Nova Iorque.
Shvdler, um cidadão britânico-americano duplo, foi sancionado pelo Reino Unido em março de 2022. Seus dois jatos foram detidos pelas autoridades britânicas. Ele apresentou o pedido em 2023 em Londres para desafiar as sanções.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Evgeny (Eugene) Shvidler
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Evgeny (Eugene) Shvidler, vinculada a Metais e Mineração e 'Metais, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.