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Biografia
Erich von Baumbach deriva sua riqueza da alemã Boehringer Ingelheim, a maior empresa farmacêutica privada do mundo.
Um herdeiro da fortuna, ele traça sua linhagem para o fundador da empresa Albert Boehringer, que fundou a empresa em 1885.
Após a compra de uma fábrica de tártaro, Boehringer empregou 28 pessoas, que produziam ingredientes para farmácias, comerciantes têxteis e a indústria alimentar.
Em 1917, a empresa abriu um departamento de pesquisa com o químico Heinrich Wieland, primo de Boehringer, que viria a ganhar o Prêmio Nobel de Química.
Hoje, alguns dos fármacos mais conhecidos de Boehringer Ingelheim tratam DPOC, anticoagulação e diabetes tipo 2.
Erich junto com 14 membros da família possuem partes iguais da empresa.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Erich von Baumbach
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Erich von Baumbach, vinculada a Saúde e 'Pharma', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 46 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.