Eric Sprott
Origem da fortuna: Gestão de activos
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Biografia
Eric Sprott é um touro de prata e ouro de longa data que tem alegações de deter 98% de sua riqueza nos dois metais.
O canadense cresceu em Ottawa, filho de um funcionário do governo que fez comércio de ações amadores em seu tempo livre.
Em 1980 Sprott usou suas economias para comprar um lugar na Bolsa de Valores de Toronto e começou sua própria empresa de títulos, Sprott Securities.
Vendeu todo o seu interesse na Sprott Securities, aos empregados da empresa em 2001.
Hoje ele gerencia seu escritório da família, mantendo estacas em 120 empresas de prata e ouro.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Eric Sprott
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Eric Sprott, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Gestão de activos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 21 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.