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Eric Schmidt
#47

Eric Schmidt

Origem da fortuna: Google

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Biografia

Eric Schmidt deixou o conselho da empresa-mãe do Google Alphabet em junho de 2019 após 18 anos; ele permaneceu como consultor técnico até fevereiro de 2020.

Schmidt foi CEO da Google de 2001 a 2011; antes disso, ele teve períodos como CEO da Novell e diretor de tecnologia da Sun Microsystems.

Ele co-fundou a Innovation Endeavors, uma empresa de capital de risco que investiu em Uber, SoFi, Zymergen, entre outros.

Em maio de 2015, o veículo de investimento de sua família comprou uma participação de 20% na empresa de hedge fund D.E. Shaw & Co. por um preço não revelado.

Ativos Financeiros

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NASDAQ
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Empresa
Google Inc. (Cl C)

A grande mentira das megafortunas: O caso de Eric Schmidt

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Eric Schmidt, vinculada a Tecnologia e 'Google', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 288 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 18.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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