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Elena Baturina
#2902

Elena Baturina

Origem da fortuna: Investimentos, imóveis

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Módulos

Biografia

A segunda mulher mais rica da Rússia, Elena Baturina, foi casada com Yury Luzkhkov, que foi o prefeito de Moscou durante anos.

Em 2010, Luzhkov foi retirado do cargo de prefeito; Baturina e suas filhas deixaram o país.

Baurina logo vendeu quase todos os seus ativos na Rússia, incluindo uma empresa de construção chamada Inteko e uma fábrica de cimento.

O governo russo apreendeu terras que possuía numa área exclusiva de Moscovo. Ela entrou com uma ação judicial, sem sucesso exigindo 1 bilhão de dólares em compensação.

Baurina, que agora vive em Londres, possui imóveis na Europa e EUA, e investe em energias renováveis.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Elena Baturina

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Elena Baturina, vinculada a Construção e Engenharia e 'Investimentos, imóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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