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Edward Lampert
#1777

Edward Lampert

Origem da fortuna: Sears

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Biografia

Após um período no departamento de arbitragem de risco da Goldman Sachs, Edward Lampert fundou a ESL Investments em 1988, apostando em ações desvalorizadas.

Ele assumiu como CEO da Sears Holdings (Sears, Kmart, Kenmore) em 2013, com esperanças de uma reviravolta, mas falhou miseravelmente.

A Lampert's ESL Investments prometeu à Sears quase US$ 1 bilhão em empréstimos nos primeiros 10 meses de 2017.

Em outubro de 2018, a Sears Holdings solicitou a falência do Capítulo 11 e anunciou que fecharia 142 lojas Sears e Kmart.

Em janeiro de 2019 Lampert ganhou um leilão para manter a empresa, com um lance relatado de mais de $5 bilhões.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Edward Lampert

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Edward Lampert, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Sears', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 17 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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