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Eduardo Hochschild
#924

Eduardo Hochschild

Origem da fortuna: mineração

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Biografia

Eduardo Hochschild é presidente do Grupo Hochschild, um grupo industrial e de mineração baseado no Peru.

Eduardo entrou para o negócio, que seu tio-avô havia começado, como assistente de segurança de minas em 1987; foi nomeado chefe do grupo mineiro em 1998.

Hochschild também preside Hochschild Mining, um negócio de mineração de prata e ouro operando três minas subterrâneas, duas localizadas no Peru e uma na Argentina.

Com sede em Lima, a Hochschild Mining tornou-se pública na Bolsa de Valores de Londres em 2006.

O Grupo Hochschild também possui Cementos Pacasmayo, uma empresa concreta que negocia na bolsa de valores peruana e na Bolsa de Valores de Nova York, onde listou suas ações em fevereiro de 2012.

Ativos Financeiros

Bolsa
TORONTO
Ticker
ARA-CA
Empresa
Aclara Resources
Bolsa
LIMA
Ticker
CPACASC1-PE
Empresa
Cementos Pacasmayo SAA-CMN
Bolsa
LONDON
Ticker
HOC-GB
Empresa
Hochschild Mining PLC

A grande mentira das megafortunas: O caso de Eduardo Hochschild

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Eduardo Hochschild, vinculada a Metais e Mineração e 'mineração', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 33 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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