Drorit Wertheim
Origem da fortuna: Coca-Cola Israel
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Biografia
David e Drorit Wertheim são filhos do falecido Moshe Wertheim (m. 2016) que fundou a Central Bottling Company, o único engarrafador de Coca-Cola de Israel.
Antes de morrer, Moshe Wertheim deu a seus filhos a propriedade sobre a empresa, bem como suas ações no Mizrahi Tefahot Bank e Alony Hetz.
Em 2018, David comprou todas as ações de sua irmã em Alony Hetz, em seguida, vendeu-as por causa de regras israelenses anti-monopólio.
Em 2019, os irmãos tornaram-se acionistas majoritários no banco Mizrahi Tefahot.
David controla 67% da Central Bottling Company e gerencia o negócio enquanto Drorit possui as ações restantes.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Drorit Wertheim
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Drorit Wertheim, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Coca-Cola Israel', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 16 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.