Dagmar Dolby
Origem da fortuna: Laboratórios Dolby
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Biografia
Dagmar Dolby possui cerca de 36% da empresa de tecnologia de áudio Dolby Laboratories, que seu marido Ray Dolby (m. 2013) fundou em 1965.
A empresa foi pioneira em tecnologias de som surround usadas em milhares de filmes e produtos, e mais recentemente, em jogos de vídeo e dispositivos móveis.
Os seus dois filhos partilham o poder de voto sobre alguns bens. David é um membro do conselho da Dolby Labs, seu irmão, Tom, é um romancista e cineasta.
Desde 2015, ela tem comprometido mais de 160 milhões de dólares para a Universidade de Cambridge, onde Ray Dolby ganhou um Ph.D. em física.
Em setembro de 2018, Dolby doou $20 milhões para a UC San Francisco para estabelecer o Centro Familiar Dolby para Transtornos de Humor.
Ela também apoiou a Fundação Academia para financiar a construção do Academy Museum of Motion Pictures em Los Angeles.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Dagmar Dolby
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Dagmar Dolby, vinculada a Tecnologia e 'Laboratórios Dolby', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 33 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.