Chao Teng-hsiung
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Chao Teng-hsiung iniciou o Farglory Land, um dos maiores desenvolvedores imobiliários de Taiwan, em 1978 e ainda é seu maior acionista.
Farglory Land é a unidade principal do Farglory Group, cujos interesses incluem serviços financeiros e de varejo, logística de carga aérea e hospitalidade.
Chao também controla Farglory FTZ Investment Holding, Farglory Life Insurance e Farglory Hotel.
O filho mais velho Wen-Chia, também conhecido como Frank, assumiu o cargo de presidente da Farglory Land em 2014 em meio a um escândalo de corrupção envolvendo Chao.
Em 2022, um tribunal de Taipei condenou Chao a sete anos de prisão por acusações de suborno e corrupção no primeiro julgamento. O segundo julgamento ainda está em curso.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Chao Teng-hsiung
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Chao Teng-hsiung, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 19 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.