Carlos Hank Rhon
Origem da fortuna: Bancário
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Biografia
Carlos Hank Rohn e sua família derivam sua fortuna principalmente do grupo financeiro mexicano Banorte e Gruma, uma empresa de fabricação de tortillas.
É filho do falecido político Carlos Hank Gonzalez, que serviu como prefeito da Cidade do México, secretário de Agricultura e governador do Estado do México, seu estado natal.
Em outubro de 2017, o Grupo Banorte do México disse que pagaria US$ 1,4 bilhão em ações e dinheiro para adquirir o Grupo Financiero Interacciones de Hank Rhon.
A esposa de Hank Rhon, Graciela, é filha de Roberto González (m. 2012), fundador de Gruma e ex-presidente de Banorte.
Hank Rhon também é proprietário do Grupo Hermes, um conglomerado industrial com interesses em construção, infraestrutura, energia e concessionárias de automóveis.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Carlos Hank Rhon
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Carlos Hank Rhon, vinculada a Diversificado e 'Bancário', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 31 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.