Bill Gross
Origem da fortuna: Investimentos
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Biografia
Bill Gross co-fundou a PIMCO, uma empresa de gestão de investimentos, em 1971, e tornou-se conhecido como um superstar gestor de fundos de obrigações.
Ele decampou em 2014 e juntou-se a Janus Henderson para gerenciar um fundo global de obrigações macro; ele se aposentou em 2019.
Gross processou PIMCO por demissão indevida em 2015. O caso foi resolvido em março de 2017 por $81 milhões, que foi para a Sue e Bill Gross Foundation.
Em 2016, a esposa de Gross de 31 anos, Sue, pediu o divórcio. Ela acabou por sair com mais de 1 bilhão de dólares.
Gross é uma pós-graduada em psicologia pela Duke University em 1966. Ele doou milhões para sua alma mater para ajuda financeira.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Bill Gross
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Bill Gross, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 14 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.