Art Levinson
Origem da fortuna: Genentech, Apple
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Biografia
Art Levinson é presidente do conselho da Apple desde 2011; ele possui mais ações da Apple do que o CEO Tim Cook.
Ele foi o CEO da empresa de biotecnologia Genentech de 1995 a 2009 e serviu como seu presidente de 1999 a 2014.
Levinson também fez parte do conselho do Google de 2004 a 2009. Alguns anos depois, foi nomeado CEO da Calico, uma empresa de saúde criada pelo Google.
Foi autor ou co-autor de dezenas de artigos científicos e foi nomeado inventor em 11 patentes americanas.
Ele tem um doutorado em ciências bioquímicas de Princeton.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Art Levinson
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Art Levinson, vinculada a Diversificado e 'Genentech, Apple', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 13 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.