Annette Lerner
Origem da fortuna: Imobiliária
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Biografia
Em 1952, Annette Lerner emprestou US$ 250 ao seu marido de 26 anos, Ted Lerner, para fundar uma empresa imobiliária, vendendo casas para desenvolvedores.
Atualmente, Lerner Enterprises está entre os maiores proprietários de imóveis na área de Washington, D.C.
Ted Lerner morreu em fevereiro de 2023, deixando Annette e seus filhos como herdeiros de sua propriedade.
Desde 2006, os Lerners possuem o time de beisebol Washington Nationals. Ted passou o controle da equipe para o filho Mark em 2018.
A família doa para instituições de caridade, incluindo Hospital Nacional Infantil em D.C., Universidade George Washington e Universidade Hebraica em Jerusalém.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Annette Lerner
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Annette Lerner, vinculada a Imobiliário e 'Imobiliária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 44 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.