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Andrei Filatov
#2739

Andrei Filatov

Origem da fortuna: portos, transporte ferroviário

Patrimônio líquido

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Ganhos por segundo

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Módulos

Biografia

Andrei Filatov ganhou seu primeiro dinheiro vendendo bens importados enquanto participava de torneios internacionais de xadrez.

Em 1996, juntamente com Konstantin Nikolaev e Nikita Mishin, fundou uma joint venture de transporte com Alexei Mordashov. Mais tarde, compraram-no.

O trio possuía anteriormente mais de um terço da Globaltrans, o maior operador de transporte ferroviário privado da Rússia.

Em dezembro de 2017, todos os três se retiraram do negócio portuário, vendendo suas participações no Global Ports.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Andrei Filatov

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Andrei Filatov, vinculada a Logística e 'portos, transporte ferroviário', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 10 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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