Anand Deshpande
Origem da fortuna: Tecnologia
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Biografia
Anand Deshpande é presidente e diretor-gerente da empresa de software Persistent Systems, com sede em Pune.
Ele começou a empresa em 1990 como uma empresa de banco de dados, juntando $21.000 de suas economias e empréstimos de seu pai e alguns amigos.
Persistente recebe a maior parte de sua receita da América do Norte e do restante da Índia, Europa e o resto do mundo.
Fornece engenharia digital e produtos de dados e inteligência artificial para os setores de software, banca, serviços financeiros e saúde.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Anand Deshpande
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Anand Deshpande, vinculada a Tecnologia e 'Tecnologia', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 19 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.