Anand Burman
Origem da fortuna: Bens de consumo
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Biografia
Anand Burman é a quinta geração do clã Burman.
Após mais de uma década, ele se demitiu como presidente da empresa familiar Dabur, a quarta maior empresa de bens de consumo da Índia, em 2019.
Sua riqueza é derivada principalmente de sua participação na Delhi-sede empresa, conhecida por seu óleo de cabelo, sucos de frutas e suplementos de saúde.
Ele também tem participações no fabricante de bateria de células secas baseado em Kolkata Eveready e New Delhi-based grupo de serviços financeiros Religare.
Seu primo, Mohit, é agora presidente de Dabur, enquanto seu filho, Aditya, é um diretor.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Anand Burman
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Anand Burman, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Bens de consumo', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.