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Alisher Usmanov
#222

Alisher Usmanov

Origem da fortuna: Aço, telecomunicações, investimentos

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Biografia

Alisher Usmanov fez sua primeira fortuna produzindo sacos plásticos, uma mercadoria tão escassa na ex-União Soviética que as pessoas os lavaram e reutilizaram

Usmanov, nascido no Uzbequistão, que tem laços familiares com o presidente do Uzbequistão Shavkat Mirziyoyev, mudou-se para Tashkent em 2022.

Sua maior participação é sua participação em minério de ferro e metal gigante Metalloinvest. Ele também possui participações na Xiaomi e em outras empresas de telecomunicações, mineração e mídia.

Um investidor do Facebook e magnata de metais, Alisher Usmanov foi atingido com sanções dos EUA, Reino Unido e UE na sequência da invasão da Rússia à Ucrânia.

Usmanov liderou a Gazprom Investholding, subsidiária do conglomerado estatal Gazprom, de 2000 a 2014.

Ex-fencer, Usmanov lidera a Federação Internacional de Esgrima desde 2008; foi reeleito em 2022 e 2024, mas voluntariamente suspendeu seus deveres após as sanções.

Ativos Financeiros

Bolsa
HONG KONG
Ticker
1810-HK
Empresa
Xiaomi Corp.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Alisher Usmanov

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Alisher Usmanov, vinculada a Metais e Mineração e 'Aço, telecomunicações, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 99 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 6.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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