Alfredo Harp Helu
Origem da fortuna: Bancos, investimentos
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Biografia
A fortuna de Alfredo Harp Helú deriva de Acciones y Valores de México, também conhecido como Accival, que ele co-fundava.
Em 1991 a Accival fundiu-se com o banco mexicano Banamex para formar o Grupo Financiero Banamex-Accival (Banacci). Harp Helú tornou-se então presidente do grupo.
Citigroup adquiriu Grupo Financiero Banamex-Accival por US$ 12 bilhões em estoque e dinheiro em 2001, e Harp Helú entrou para o Citigroup.
Ele tem uma participação minoritária no produtor internacional de cerâmica de comércio público.
Ele possui duas equipes de beisebol mexicanas, Los Diablos Rojos da Cidade do México e Los Guerreros de Oaxaca.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Alfredo Harp Helu
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Alfredo Harp Helu, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Bancos, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 8 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.