Alexander Tkachev
Origem da fortuna: Alimentos e bebidas
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Biografia
Alexander Tkachev é o co-fundador e acionista controlador da Agrocomplex, um dos maiores produtores agrícolas e de alimentos da Rússia.
Seu pai, Nickolay, era um diretor-gerente da fábrica de rações em Krasnodar Krai, uma região rural no sul da Rússia, que Tkachev começou a gerenciar em 1990 e depois a re-designou como Agrocomplex.
Ele começou a expandir comprando terras durante a era de privatização do país, construindo-as no segundo maior proprietário de terras da Rússia, com 1,23 milhões de hectares (cerca de 3 milhões de hectares) de terras agrícolas.
As empresas Agrocomplex produzem carne (carne de bovino, carne de porco, aves de capoeira) e produtos de salsicha, produtos lácteos e queijo, produtos enlatados, óleo de girassol, farinha, açúcar, molhos, etc.
Em 2015-2018 Alexander Tkachev serviu como Ministro da Agricultura da Rússia; anteriormente era governador de Krai Krasnodar.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Alexander Tkachev
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Alexander Tkachev, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Alimentos e bebidas', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 13 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.