Alan Trefler
Origem da fortuna: Software
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Biografia
Filho de um sobrevivente do holocausto, Alan Trefler trabalhou na pequena empresa de restauração de antiguidades de seu pai quando adolescente, antes de começar Pegasystems em 1983.
Ele tinha 27 anos quando lançou a empresa de software, que se concentra em racionalizar os negócios e aumentar o engajamento dos clientes.
O negócio baseado em Waltham, Ma., que ele tomou público em 1996, gerou US $ 1,5 bilhão em 2024 vendas e emprega mais de 5.000 pessoas.
Alan e sua esposa Pamela são fundadores da Fundação Trefler, através da qual eles doaram à educação pública e saúde em Boston.
Em março de 2020, a Pegasystems lançou um aplicativo gratuito para ajudar os clientes a rastrear a Covid-19 entre os funcionários.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Alan Trefler
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Alan Trefler, vinculada a Tecnologia e 'Software', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 18 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.