Abdullah bin Sulaiman Al Rajhi
Origem da fortuna: Bancário
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Biografia
Abdullah bin Sulaiman Al Rajhi preside o Al Rahji Bank, que foi fundado em 1957 pelo seu pai Sulaiman e tios Mohammed, Abdullah e Saleh.
Há mais de 35 anos que ocupa posições no Al Rajhi Bank, exerce actividades na bolsa de valores saudita e é um dos maiores bancos islâmicos do mundo.
O Al Rajhi Bank tem $282 bilhões em ativos e relatórios com mais de 20,5 milhões de clientes.
Abdullah bin Sulaiman também preside várias outras empresas familiares, incluindo Al Rajhi Capital e Al Rajhi Holding Group.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Abdullah bin Sulaiman Al Rajhi
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Abdullah bin Sulaiman Al Rajhi, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Bancário', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 18 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.