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Abdullah Al Othaim
#1980

Abdullah Al Othaim

Origem da fortuna: Mercadorias, centros comerciais

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Módulos

Biografia

Abdullah Saleh Al Othaim preside a diretoria da cadeia de supermercados da Arábia Saudita Abdullah Al-Othaim Markets.

A cadeia tem mais de 400 lojas na Arábia Saudita e cerca de 50 lojas no Egito; 2024 receitas cresceram para quase US $ 2,9 bilhões.

Ele também preside a Al Othaim Holding Company, uma empresa privada que possui e dirige shoppings e restaurantes na Arábia Saudita.

O pai de Abdullah, Sheik Saleh Al Othaim (m. 1979), fundou Saleh Al Othaim Trading Establishment em 1956, antecessor da Al-Othaim Markets.

Abdullah Al-Othaim Markets tornou-se público em 2008; Abdullah detém uma participação de 36%.

Ativos Financeiros

Bolsa
SAUDI ARABIA
Ticker
4001-SA
Empresa
Abdullah Al Othaim Markets Company

A grande mentira das megafortunas: O caso de Abdullah Al Othaim

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Abdullah Al Othaim, vinculada a Moda e Varejo e 'Mercadorias, centros comerciais', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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