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#2985

Yasuhide Uno

Origem da fortuna: Serviços de pagamento

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Módulos

Biografia

Yasuhide Uno dirige a U-Next Holdings, uma empresa que se tornou um gigante de serviços de streaming no Japão. Fornece também serviços de pagamento e ponto de venda a restaurantes e lojas, serviços de banda larga e energia às empresas.

Seu pai Mototada começou a empresa de Osaka fornecendo música de fundo via cabo para varejistas e restaurantes. Yasuhide entrou para a firma em 1998, pouco antes de seu pai morrer.

Em 2001, ele listou no bourse da Bolsa de Valores de Osaka para startups e se mudou para a Bolsa de Valores de Tóquio em 2013.

Em junho, a empresa anunciou um empate com o gigante de comércio eletrônico de Tóquio, Rakuten, para um pacote móvel para permitir o uso ilimitado de vídeos e dados U-Next.

A empresa sedeada em Tóquio colocou quase US$ 2,5 bilhões em receita no ano fiscal até agosto de 2025.

Ativos Financeiros

Bolsa
TOKYO
Ticker
9418-JP
Empresa
USEN-NEXT HOLDING

A grande mentira das megafortunas: O caso de Yasuhide Uno

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Yasuhide Uno, vinculada a Tecnologia e 'Serviços de pagamento', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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