Vladimir Litvinenko
Origem da fortuna: Indústria química
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Biografia
Vladimir Litvinenko era proprietário de cerca de 21% da empresa química russa FosAgro. Em maio de 2022 ele transferiu essa estaca para sua esposa Tatyana Litvinenko.
Desde 1994, Litvinenko é reitor da Universidade de Minas de São Petersburgo.
Ele presidiu o comitê que concedeu ao presidente Vladimir Putin seu Ph.D em 1997.
De acordo com Litvinenko, ele foi um dos criadores da estratégia de desenvolvimento de PhosAgro; como uma recompensa ele se tornou um acionista da empresa.
Outras fontes dizem que Litvinenko recebeu suas ações PhosAgro para apoio político e lobbying.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Vladimir Litvinenko
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Vladimir Litvinenko, vinculada a Manufatura e 'Indústria química', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 26 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.