Vincent Bolloré
Origem da fortuna: Investimentos
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Biografia
Vincent Bollore dirige o conglomerado de sua família Bollore Group, que foi fundada em 1822 como um fabricante de papel de embalagens de cigarros e bíblias.
Depois de uma breve estadia no banco Edmond de Rothschild, Bollor? assumiu o controle do grupo em 1981 e o transformou em um gigante global.
O grupo, que atua na mídia, publicidade, navegação, construção e logística, possui participação majoritária no conglomerado de telecomunicações Vivendi.
Em 2018, autoridades francesas supostamente lançaram uma investigação sobre os negócios de Vincent Bollore por alegada corrupção. Seu grupo negou envolvimento.
Em dezembro de 2019, a Vivendi concordou em vender uma participação de 10% em seu Grupo Universal de Música para a Tencent Holdings, bilionária Ma Huateng.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Vincent Bolloré
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Vincent Bolloré, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 69 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.