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Biografia
Viktor Kharitonin criou a empresa farmacêutica multinacional Pharmstandard com o bilionário russo Roman Abramovich e outros parceiros em 2003, combinando cinco fábricas.
Kharitonin e o sócio Egor Kulkov compraram os outros investidores em 2008, um ano após Pharmstandard tornar-se público em Londres. Levaram Pharmpadrão privado novamente, oito anos depois.
Kharitonin e Kulkov também ocupam participações em outras empresas farmacêuticas russas: OTCPharm, Biocad e Generium, um dos produtores da vacina COVID-19 Sputnik V.
Em 2022, os dois parceiros tentaram comprar ativos russos do grupo de embalagem e papel austríaco-britânico Mondi por 1,5 bilhão de euros, mas as autoridades russas rejeitaram o acordo.
Em 2023 Kharitonin e seus parceiros compraram ativos russos do produtor químico alemão Henkel por 600 milhões de euros, deixando Henkel a opção de comprar de volta o negócio.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Viktor Kharitonin
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Viktor Kharitonin, vinculada a Saúde e 'Medicamentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 56 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.