Tsai Eng-meng
Origem da fortuna: Alimentos, bebidas
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Biografia
Tsai Eng-meng é o presidente da Want Want China, um dos maiores fornecedores mundiais de lanches e bebidas de estilo chinês.
Ele também investe em hotéis, serviços financeiros e mídia, incluindo o jornal China Times e China Television Co.
Aos 19 anos, Tsai juntou-se ao negócio alimentar de seu pai e mais tarde teve uma idéia para um novo produto: biscoitos feitos de farinha de arroz. Ele assumiu a empresa como presidente em 1987.
Filhos Kevin e Matthew, juntamente com o sobrinho Cheng Wen-Hsien, são membros do conselho de diretores de Want Want.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Tsai Eng-meng
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Tsai Eng-meng, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Alimentos, bebidas', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 41 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.