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Biografia
Torstein Hagen começou Viking Cruises em 1997, aos 54 anos, com quatro barcos fluviais na Rússia.
Ele tinha sido anteriormente como CEO da linha de cruzeiro de upmarket Royal Viking. Ele foi forçado a renunciar em 1984 depois de uma oferta falhada para comprar a empresa.
Viking atende ricos aposentados americanos e tem mais de 70 cruzeiros fluviais, que atravessam principalmente as principais vias navegáveis da Europa.
Hagen começou a oferecer cruzeiros oceânicos em 2015 e agora tem seis navios 930 passageiros.
Desde 2016, a Hagen vendeu 23% da Viking Cruises à TPG Capital e ao Canada Pension Plan Investment Board, num total de 672 milhões de dólares.
Em maio de 2024, a Viking tornou-se pública na Bolsa de Valores de Nova Iorque, angariando mais de US$ 1,5 bilhão.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Torstein Hagen
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Torstein Hagen, vinculada a Serviços e 'Cruzeiros', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 165 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 10.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.