Thomas Schmidheiny
Origem da fortuna: Cimento
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Biografia
Thomas Schmidheiny recebe a maior parte de sua fortuna de cimento e materiais de construção gigante HOLCIM, que foi formado através de uma mega-merger em 2014.
Seu bisavô Jacob fundou o negócio da família em 1912; com o tempo a família construiu um império de tijolos e cimento.
Seu pai Max dividiu a propriedade em 1984 e Thomas herdou cimento e concreto fornecedor Holcim. O irmão dele, Stephan, tem fornecedor de cimento Eternit.
Thomas, agora presidente honorário da Holcim, deixou o conselho em 2018. Aposentou-se como presidente em 2003 depois de dirigir a empresa por 20 anos.
Schmidheiny também tem vinícolas na Califórnia, Argentina e Suíça.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Thomas Schmidheiny
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Thomas Schmidheiny, vinculada a Construção e Engenharia e 'Cimento', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 73 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.