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Biografia
Thomas Frist Jr., ex-cirurgião da Força Aérea, fundou o Hospital Corp. da América com seu pai em 1968.
Ele tornou público pela terceira vez em 2011 depois de duas compras de gestão e possui mais de 25% da empresa com sua família.
A HCA Healthcare possui e opera 190 hospitais e cerca de 2.400 locais de atendimento em 20 Estados Unidos e no Reino Unido.
Frist Jr. não tem um cargo executivo na HCA, mas seus filhos, Thomas Frist III e William Frist, são membros do conselho.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Thomas Frist Jr
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Thomas Frist Jr, vinculada a Saúde e 'Serviços hospitalares', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 216 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 14.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.