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Taha Mikati
#1149

Taha Mikati

Origem da fortuna: Telecom

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Módulos

Biografia

A Taha Mikati co-fundou a sociedade gestora de participações sociais com sede em Beirute, Grupo M1.

Seus investimentos incluem participações na empresa de telecomunicações da África do Sul MTN, no varejista de moda Pepe Jeans e no imobiliário principal em Nova York, Londres e Mônaco.

Mikati e seu irmão bilionário Najib fundaram a Investcom em 1982, vendendo telefones via satélite no auge da guerra civil do Líbano.

Eles se expandiram para África, onde construíram torres de celular em Gana, Libéria e Benin, entre outros países.

Em 2005, a Investcom tornou-se pública na Bolsa de Valores de Londres, e em 2009, a MTN da África do Sul comprou a participação da Mikatis por US$ 3,6 bilhões.

Ativos Financeiros

Bolsa
JSE
Ticker
MTN-ZA
Empresa
MTN Group Ltd.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Taha Mikati

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Taha Mikati, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 27 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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