Suleiman Kerimov
Origem da fortuna: Ouro
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Biografia
Suleiman Kerimov, natural de Daguestão, representa a república no Conselho da Federação da Rússia desde 2008. Ele foi sancionado pelos EUA em 2018. A UE e o Reino Unido sancionaram-no em Março de 2022.
Um economista treinado, Kerimov fez uma carreira investindo em ativos angustiados na Rússia. Ele também fez dinheiro com ações do Sberbank e da Gazprom.
Depois de descontar em 2007, investiu em bancos globais como Morgan Stanley, Goldman Sachs e Deutsche Bank logo antes do colapso financeiro de 2008. Ele recebeu notas adicionais e perdeu biliões.
Ele se recuperou apostando em Polyus, o maior produtor de ouro da Rússia, comprado do bilionário Vladimir Potanin. Ele pagou US$ 1,3 bilhão por 37% das ações, que desde então aumentaram mais de 10 vezes.
Em 2015, para contornar uma lei que impede políticos de manter ativos financeiros no exterior, ele deu ações em Polyus para seu filho Said. No início de 2022, a família de Kerimov possuía 76% de Polyus.
Disse Kerimov foi sancionado pela UE e Reino Unido em abril de 2022, e transferiu sua participação em Polyus para Akhmet Palankoev, um antigo colega de seu pai e para o apoio das organizações islâmicas.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Suleiman Kerimov
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Suleiman Kerimov, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Ouro', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 176 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 11.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.