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Biografia
Sudhir Mehta é presidente emérito do Grupo Torrent de Ahmedabad, composto pela Torrent Pharma, Torrent Power e Torrent Gas.
Seu irmão mais novo Samir Mehta, também bilionário, preside as companhias farmacêuticas e de energia.
Seu filho Jinal Mehta é diretor da Torrent Power. Seu filho mais novo Varun é diretor executivo no negócio do poder.
Torrent Power distribui eletricidade para mais de 4 milhões de clientes em toda a Índia.
Em fevereiro de 2026, a Torrent Pharma concluiu a aquisição de uma participação de 48% na rival JB Chemicals por US$ 1,3 bilhão.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Sudhir Mehta
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Sudhir Mehta, vinculada a Saúde e 'Produtos farmacêuticos, poder', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 57 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.