Strive Masiyiwa
Origem da fortuna: Telecom
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Biografia
Estrive Masiyiwa superou prolongada oposição do governo ao lançamento da rede de telefones móveis Econet Wireless Zimbabwe em seu país de nascimento em 1998.
Ele possui 38% da Econet Wireless Zimbabwe, que é uma parte de seu grupo Econet maior, bem como cerca de 33% da empresa de transferência de dinheiro baseada em telefones móveis EcoCash.
Masiyiwa também possui uma participação na empresa privada Liquid Intelligent Technologies, que fornece fibra óptica e serviços baseados em nuvem para empresas de telecomunicações em toda a África.
Seus outros ativos incluem investimentos em empresas de tecnologia e distribuição de energia em África mais opções de ações na Netflix, onde ele tem servido no conselho desde dezembro de 2020.
Ele e sua esposa Tsitsi fundaram a Fundação Higherlife, que apoia crianças órfãs e pobres no Zimbábue, África do Sul, Burundi e Lesoto.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Strive Masiyiwa
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Strive Masiyiwa, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.