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Biografia
Stephane Bancel é a CEO da empresa de biotecnologia Moderna de Cambridge, Massachusetts, conhecida por sua vacina Covid-19.
Tornou-se CEO da Moderna em 2011 e possui cerca de 5,5% de participação na empresa de capital aberto.
Antes de se juntar à Moderna, Bancel foi o CEO da empresa de diagnóstico francesa BioMerieux, fundada por Alain Merieux, bilionário francês.
A vacina Covid-19 da Moderna foi aprovada pela FDA em janeiro de 2022, tendo recebido autorização de uso de emergência em dezembro de 2020.
A Moderna foi fundada em 2010 e tornou-se pública em dezembro de 2018; a empresa desenvolve medicamentos e vacinas usando RNA mensageiro.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Stéphane Bancel
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Stéphane Bancel, vinculada a Saúde e 'Biotecnologia, vacinas', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 17 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.