Stefano Pessina
Origem da fortuna: Drogarias
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Biografia
Stefano Pessina é o presidente executivo da Walgreens Boots Alliance, que a Sycamore Partners adquiriu em 2025 por quase US$ 10 bilhões.
Ele ainda é um acionista substancial da empresa, que foi privado e se desclassificou do Nasdaq como parte do acordo.
A viagem de Pessina começou em 1977, quando ele assumiu o atacadista farmacêutico de sua família, renomeado Aliança Santé, em Nápoles, Itália.
Ele se expandiu para além da Itália, fundindo seu atacadista com o Grupo UniChem em 1997 e o Grupo Boots em 2006.
Um ano depois, Pessina tomou a Alliance Boots privada em um acordo de 22 bilhões de dólares com a empresa de private equity KKR.
Entre 2012 e 2014, a Walgreens comprou 100% de sua cadeia de farmácia, criando a Walgreens Boots Alliance.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Stefano Pessina
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Stefano Pessina, vinculada a Moda e Varejo e 'Drogarias', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 45 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.