Simón Pedro Barceló Vadell
Origem da fortuna: Hotéis
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Biografia
Simón Pedro Barceló A Vadell é a co-presidência e maior acionista do Grupo Barceló, uma das maiores operadoras de hotéis e empresas de turismo de Espanha.
O grupo traça suas raízes para Simon Barceló, que fundou o negócio em 1931 como empresa de transporte e expandiu-se para o turismo em 1954.
Em 1962, a empresa abriu seu primeiro hotel na ilha de Maiorca, e através de uma série de aquisições se expandiu no exterior, começando com o Caribe, depois a Costa Rica e depois os EUA.
Hoje o Barceló tem mais de 300 hotéis de 4 estrelas e 5 estrelas com 65.000 quartos em 30 países.
O primo de Barceló Vadell, Simón Barceló Tous, é co-presidente, mas espera-se que saia em 2025, quando completa 65 anos.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Simón Pedro Barceló Vadell
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Simón Pedro Barceló Vadell, vinculada a Imobiliário e 'Hotéis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.