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#2179

Shu Ping

Origem da fortuna: Restaurantes

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Módulos

Biografia

Shu Ping é um co-fundador da cadeia de panela quente chinesa Haidilao International Holding.

Shu e três amigos, incluindo Zhang Yong, que se tornou seu marido e agora é presidente e CEO da empresa, montaram seu primeiro restaurante com economias pessoais em 1994.

Haidilao tem quase 1.400 restaurantes na Grande China. É conhecido por seus pratos picantes e atendimento ao cliente atento, incluindo manicures gratuitas para clientes que esperam.

Ele girou fora de seu negócio ultramarino Super Hi, que foi público em Hong Kong em 2022 e teve uma dupla listagem na Nasdaq em 2024. Super Hi tem mais de 120 restaurantes em mercados internacionais.

Shu tornou-se presidente do Super Hi em 2023.

Ativos Financeiros

Bolsa
HONG KONG
Ticker
6862-HK
Empresa
Haidilao International Holding
Bolsa
HONG KONG
Ticker
9658-HK
Empresa
Super Hi International
Bolsa
HONG KONG
Ticker
1579-HK
Empresa
Yihai International Holding

A grande mentira das megafortunas: O caso de Shu Ping

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Shu Ping, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Restaurantes', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 14 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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